sábado, 12 de fevereiro de 2011

Só o fim da história importa?

Outro dia, uma amiga veio aqui em casa, começamos a conversar sobre literatura e acabei, meio a contragosto, emprestando um livro para ela (sim, sou essa pessoa chata que não gosta de emprestar livros! Ninguém devolve. Sei disso porque estou cheia de de livros dos outros em casa). Enfim. Depois que emprestei, fiquei toda curiosa para saber o que ela tinha achado. Ela não costuma ler muito, mas eu tinha certeza que desse livro ela ia gostar. Depois de meses enrolando, ela finalmente começou a ler. Aí, um dia, ela entra no MSN e fala: "terminei o livro". Pergunto: "e aí, e aí?" E ela responde: "ah, não gostei do final". Sério. "Não gostei do final": isso é tudo o que ela tinha a dizer? Suspirei e perguntei o que ela achou, então, das outras 290 páginas, já que não tinha curtido as últimas dez. "ah, sei lá, achei que a história ia acabar indo para outro lado", ela respondeu. De novo, focada no final. Desisti e não comentei mais sobre o livro (a não ser pra cobrar a devolução). E fiquei pensando: quantas vezes a gente não dá mais valor ao final das coisas do que à história toda? Nem é só com livros ou filmes. Tem gente que tem um namorado perfeito, que durou três anos felizes, sem nenhuma discussão. Ok, isso não existe. Mas, enfim, o namoro foi lindo a maior parte do tempo e teve um final péssimo - digamos, o cara se apaixonou por uma menina e ambos fugiram para o Caribe. Por que essa parte tem que apagar os três anos inteiros, como se eles não tivessem valido a pena ?Tenho uma amiga que ama com todo o amor dela detonar o ex porque ele a largou de repente (embora não tenha fugido para o Caribe com ninguém). Hoje, ela já está toda serelepe com outra pessoa, mas, se você pergunta sobre aquele namoro, ela já vai respondendo que foi uma história sofrida, que quase morreu e tal. Ou seja, os momentos em que os dois tomavam sorvete, os passeios, a harmonia, tudo sumiu, e ficou só um cara sem coração e um fim sofrido. Pior, ficou aquela sensação de "não deu certo". Aliás, se tem uma coisa que sempre detestei nos meus fins de namoro é quando alguém me perguntava: "ah, mas por que não deu certo?" Só porque acabou, não deu certo? Pra mim, passar um tempão feliz com alguém é, sim, dar certo com essa pessoa, vai. Uma vez, um amigo meu, superneurótico com dieta, ficou tão encanado com tanto que tinha comido numa festa que foi embora para casa de cara fechada, depois de uma noite bem divertida. Também tenho uma amiga que, no último dia de viagem de um mês, quebrou um dedo e ficou tão mal-humorada que nem gosta de lembrar da viagem. Sério, foram tantos dias ótimos, mas ela só se foca no último. Já me peguei fazendo isto também: encanando com a parte chata de uma conversa que, pela noite inteira, foi tão agradável; recordando justamente a hora da festa que não foi legal. Por quê? Por quê? Pode ser hábito, pessimismo, memória ruim. Sei lá. Só sei que eu ainda não faço a menor idéia se existe vida depois da morte. Sem querer ser mórbida nem nada, se não existir, a gente vai ter que contentar com um final bem sem graça para a nossa trajetória: puf, sumimos da Terra. E aí, a vida valeu menos a pena por causa disso? Não acho. Prefiro me focar nas 290 páginas que eu aproveitei.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Tempo...

É tempo de tomar decisões. O tempo de pensar já se foi, e agora é hora de concretizar. Os prazos acabaram, o que tiver que ser feito deve ser feito, o que tiver que ser deixado deve ser deixado pra trás. Não há mais espaço para dúvidas, pensamentos incertos, suposições... Tudo isso já passou, já se foi. E agora, o que você vai fazer? Porque as escolhas tomadas nesse momento da sua vida podem mudar a sua história. Podem mudar todo o seu jeito de ser, de pensar, de agir. E não poderá ser consertado depois. É a sua história, e você deve ter cuidado com o que faz dela. O mesmo livro não pode ser escrito duas vezes... É tempo de ser inteligente. De tomar os caminhos certos, dizer as palavras corretas. Porque agora mais que nunca você deve saber que não é mais um conto-de-fadas, é uma história. A sua história. E ninguém poderá escrevê-la por você, por mais fraco que você se sinta. Você é quem deve tomar as iniciativas dessa vez, escolher seu destino, de uma vez por todas. É tempo de ser forte... E o tempo não volta atrás.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Poderíamos casar.

Não chegarímos sequer perto do exemplo de família perfeita. Teríamos um apartamento, quem sabe uma casa com jardim. Não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário, de porcarias. Sairíamos pra jantar em algum dia de chuva e não nos importaríamos em chegarmos encharcados. Dormiríamos com o computador ligado. Nos beijaríamos no meio de alguma frase. Você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria por que, eu não responderia. Saberíamos. Poderíamos casar...

Nenhum amor...

O sol e a lua foram apaixonados desde o inicio dos tempos, porém incapazes de se tocarem. Era a primeira vez que acontecia um eclipse, e no momento em que se encontraram, sabiam que pertenciam, a partir dali, um ao outro. Mas obedecendo às leis naturais, pouco a pouco foram se soltando, jurando que se encontrariam e se amariam de novo. O eclipse não aconteceu mais, mas eles ainda esperam, porque sabem que quando ele vier, valerá a pena ter esperado tanto tempo... Sol e lua se vêem apenas poucos minutos por dia, mas é o suficiente para a lua, lá de longe, gritar ao sol que o ama, e receber um sorriso de volta, que a manterá feliz até o dia em que se encontrarem novamente.
Nenhum amor é de todo impossível.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Fico realmente irritada,

quando eu vejo que as pessoas lêem meu blog, minhas postagens, e pelos meus desabafos acham que há algo errado, que eu estou triste, que as coisas precisam melhorar. Porque sinceramente, eu acho que nada precisa melhorar agora. Algumas distâncias a serem encurtadas, algumas respostas, algumas ansiedades. Mas e daí? Eu tô feliz, caramba. Claro que acontecem coisas ruins comigo, claro que estão acontecendo coisas bem complicadas comigo. Mas não, eu não vou ficar me lamentando, não vou virar um "Zangado" da vida. Uma pessoa que eu gosto muito uma vez me disse que eu era capaz de coisas incríveis, e tudo que eu precisava fazer era começar a encarar as coisas de frente, porque eu ia saber o que fazer, o que pensar e como agir. E quer saber? Talvez esteja dando certo. Talvez meus problemas não sejam tão grandes assim... Talvez tudo que eu tenha a fazer é olhar pra frente, e parar de abaixar a cabeça. E é o que eu estou fazendo. Não me arrependo. Sei que isso vai me fazer viver melhor, e consequentemente mais gente vai viver bem. Sendo assim, por que eu ia querer mudar alguma coisa? =)


Tudo tem uma razão. Até as coisas que, agora, parecem impossíveis.